Projeto Catamarã Escarpas

Apesar de morar em Capitólio-MG, com 50 anos de idade José Antônio não conhecia o Lago de Furnas. Em um casual domingo convidou sua família para fazer um passeio náutico pelo maravilhoso Mar de Minas, o qual, ficou admirado com a beleza dos Canyons e suas cachoeiras. Diante de tal perfeição, emocionado manteve-se mudo. Chegando à sua residência, juntamente com sua esposa, ela indagou à respeito de seu silêncio e sem pensar muito ele soltou o que guardava para si: iria fazer um barco!

 

 Trabalhando com venda de calçados durante anos, o qual, aquela ideia repentina pareceu como loucura, mas, convicto do que queria, começou a pesquisar.

 

Em pouco tempo só via-se fotos de barcos e análises de custos em seu computador. Em uma de suas buscas encontrou referências sobre um senhor em Muzambinho, fabricante de barcos. Chegando na cidade, sob orientação de terceiros foi parar em uma loja de chocolates, desorientado achando que estava no lugar errado e pronto para partir, deparou-se com a filha do homem pelo qual procurava, e as coisas começaram a se encaminhar, naquele momento o sonho parecia cada vez mais perto de se realizar.

 

O referenciado fabricante mostrou foto dos inúmeros barcos que já havia feito, mas nenhum da proporção que o catamarã viria a ser, sempre menores. Recorreram então a um engenheiro naval, para executar e credenciar o projeto que logo começou. “Foi um ano e meio de luta”. José Antônio abandonou sua profissão de 27 anos no ramo de calçados e começou a investir, como faz até hoje.

 

Tudo isso aconteceu a três anos atrás, e hoje pode-se dizer que o projeto deu certo, os investimentos continuam, mas José Antônio deixa explícito sua satisfação em falar que seu escritório é o barco, um trabalho familiar que faz para recepcionar outras famílias, uma ocupação satisfatória que o faz viver muito mais do que trabalhar.